sexta-feira, 10 de abril de 2015

Por Uma Arquitetura Amapaense

O que se busca em um projeto arquitetônico, pode-se visualizar de diferentes maneiras que vão desde um sentido filosófico até, e mais recentemente tida como mais importante, valoração econômica.
Alguns pontos importantes que acredito que devem ser característicos no processo de projetação:
         
-A programação arquitetônica seja bem analisada para que função do objeto arquitetônico satisfaça as necessidades dos usuários, e que a forma deste objeto otimize utilização de todo espaço.

-Que se adapte, em termos estéticos, ao lugar que irá ser produzido, de maneira a ser apreendido como, mesmo que contemporâneo, familiar, baseado na sociedade, para dessa forma se construir uma beleza própria e esteja ao alcance do observador ou usuário.

-Alinhe-se com seu tempo, seja marca do agora, sem deixar de buscar novos conceitos, experimentações, estéticas, programáticas e construtivas, com racionalidade, de modo que o edifício responda as aspirações do momento que fora produzido, e adquira uma característica excepcional que é a universalidade no decorrer dos anos vindouros.

O que é buscado, aqui, é a introdução de uma nova possibilidade para o cenário arquitetônico amapaense, respeitando a cidade e a sociedade em que se insere a obra arquitetônica. Valorizando as características que tornam o Amapá: AMAPÁ! o sol que bate forte e aquece a criatividade dos arquitetos que aqui projetam, também é o ponto mais tocante no que concerne a redução de gastos com energia elétrica, afinal com tanta luz, acender uma lâmpada florescente não ilumina quase nada durante o dia, aproveitemos o sol. As margens do Rio-mar sopram uma brisa suave e continua quase um carinho, convidemo-la a entrar e renovar-se todos os dias. 

Tomar partido destas condições, para elevar o projeto arquitetônico a um status de qualidade e eficiência é o mínimo que se pode fazer, em tempos onde o debate sobre o meio ambiente e a redução do consumo energético acaloram-se, morar bem poderia significar sem prejuízo algum, morar mais sustentavelmente, resgatar os princípios vernaculares de construção, estudando-os, criticando-os. Dessa forma tornar o Projeto em m importante Instrumento de Investigação, Pesquisa e Renovação da própria ARQUITETURA.  
   
Devemos respeito a Arquitetura e a Cidade.

É responsabilidade do Arquiteto e Urbanista Cidadão a preocupação em se produzir uma Cidade cada vez melhor, mais agradável, pois cada cidadão é responsável por construir uma parte da Cidade.

Então, que Arquitetos, Engenheiros, Construtores, Cidadãos, visualizem na Arquitetura o Vetor de transformação Positiva e Propositiva do espaço construído, ou a construir, em Lugares cada vez mais nossos.


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