segunda-feira, 27 de abril de 2015

A Cidade e O Rio: uma relação fraturada


A Cidade a beira do Rio, apenas o observa entusiasmada co suas belezas e potencialidades, mas, apenas isto. Há muito por fazer. Há tempo. Há ideias. Mas será que há vontade?







Aturiá-Araxá-Macapá, 2013. Acervo Pessoal.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Transitar é Preciso: Sugestão a reorganização do uso das calçadas em Macapá.


            Mobilidade urbana é um atributo associado às pessoas, principalmente, e atores econômicos, por diversos meios para atender as necessidades de deslocamento no espaço urbano, uma condição para o atendimento do direito de Ir e Vir, de tal modo acessar os serviços públicos básicos, para se reproduzirem social e economicamente. Uma condição para se usufruir o Direito a Cidade e de todos os serviços que ela concentra.
            É um atributo condicionado, priotariamente, as diretrizes da acessibilidade urbana que define os parâmetros dos deslocamentos humanos, pautados, sobretudo pela autonomia e segurança dos transeuntes, com e sem deficiência ou com alguma forma restrição motora.
            A Cidade é um espaço construído por pessoas, e para pessoas deve, assim, ser planejado. Os deslocamentos não motorizados, a pés, de bicicletas, patins, etc., assim como o transporte coletivo devem ter privilégio na construção do espaço urbano em detrimento ao transporte individual motorizado, por se mostrar insustentável tanto sócio-ambiental como economicamente.
            Feita esta breve contextualização conceitual é necessário informar que a rua é o espaço dos fluxos de pessoas, bens, trocas econômicas e informacionais e reprodução social, cultural. É da rua que se pode visualizar os bens que se pretende adquirir. É o lugar em que as pessoas encontram-se, atualizam seus contatos, são informadas sobre noticias de amigos. É o local para observar ou praticar uma intervenção artística, e ainda simplesmente passear.
            Bem é o espaço para pessoas e sendo assim deve ser seguro e que a circulação seja feita de forma continua, sem interrupções, sem barreiras. A área do pedestre na rua é a calçada, portanto, traz consigo oportunidades econômicas. As calçadas neste momento se tornam feiras itinerantes, e transformam os transeuntes em pedestres/consumidores, com necessidades próprias de comer, beber, vestir e por serviços diversos.
            Neste momento aparecem os conflitos, de forma mais contundente a necessidade de circulação segura, autônoma, livre e a necessidade de reprodução econômica, o comercio popular que em muitos casos é a única forma de sobrevivência de muitas famílias.
            Outro ponto é a carência de regularidade nas calçadas provocada, entre outros motivos, pela falta de normatização especifica sobre o tema na cidade de Macapá, que regulamentem as responsabilidades de construção, faixas de uso e ocupação, assim como o desconhecimento dos munícipes sobre as normas de acessibilidade e de ordenamento territorial.
            Este fator cria um ambiente que empurra o transeunte, principalmente, os com deficiência ou mobilidade reduzida, para o leito das vias como tentativa de encontrar locais com o menor numero de barreiras físicas a locomoção. A ocupação de desregulada das calçadas somado ao fato dessas não atenderem os condicionantes mínimos de acessibilidade produz a mais injusta e perigosa  disputa por espaço entre pedestres e veículos.
            O deslocamento das pessoas é ponto prioritário na organização da Cidade, e para Macapá na suas áreas comerciais, sobretudo no Bairro Central. A economia popular é fundamental para a Cidade e possui duas características bastante interessantes vitalidade e sazonalidade. Os transeuntes devem estar protegidos, confortavelmente nas calçadas, e aqui o entendimento sobre conforto é o da eliminação das barreiras físicas, a construção com materiais adequados, que sejam constituídas com os elementos de acessibilidade universal, garantindo o acesso de todos e todas aos serviços, ao comercio e as informações da cidade.
   A questão a se responder é como organizar, de forma integrada em que todos os atores envolvidos possam ser ouvidos? Algumas, possíveis respostas se apresentam para serem debatidas de forma democrática, como:
  • A normatização sobre o tema acessibilidade urbana, calçadas, ciclovias, etc., verificando as atuais necessidades da Cidade e de seus Cidadãos, explicando sobre de quem é a responsabilidade sobre a construção, o uso e a ocupação, dimensionamento, definição das faixas de serviço, de acesso e o passeio propriamente dito.
  • A restrição do uso do transporte individual motorizado por meio da diminuição dos espaços para este modal, de modo se conseguir espaços para ampliação das calçadas, bem como a abertura de ruas de pedestres, uma forma de criar espaços, mesmo que sazonais para feiras de empreendedores populares.
  • Fiscalização educadora precedente a fiscalização coercitiva.
  • Licenciamento dos empreendimentos e gestão compartilhada das responsabilidades de fiscalização.

            Essas são algumas possibilidades para se criar um ambiente urbano mais saudável, mais sustentável, vivo e economicamente ativo. Uma forma de equilibrar o uso dos modais de transporte e modalidades de comercio.

Por Wandemberg Gomes.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Um Lugar para Histórias: O Memorial NOVO AMAPÁ

    Apesar de ter estudado por, um pouco mais de cinco anos, minha graduação em arquitetura inteira em Santana, não tive a oportunidade de propor algo para o Município, mas ao fim do ano de 2013, fui convidado a elaborar um conceito para intervenção urbana naquela cidade. Um Memorial as vítimas do acidente com o Navio Novo AMAPÁ foi o tema a ser trabalhado. A ideia, com sutileza, sobriedade e simplicidade sintetizar quatro conceitos: a Interrupção, a Despedida, o Templo e a Ascensão para homenagear os que partiram.





sexta-feira, 10 de abril de 2015

Por Uma Arquitetura Amapaense

O que se busca em um projeto arquitetônico, pode-se visualizar de diferentes maneiras que vão desde um sentido filosófico até, e mais recentemente tida como mais importante, valoração econômica.
Alguns pontos importantes que acredito que devem ser característicos no processo de projetação:
         
-A programação arquitetônica seja bem analisada para que função do objeto arquitetônico satisfaça as necessidades dos usuários, e que a forma deste objeto otimize utilização de todo espaço.

-Que se adapte, em termos estéticos, ao lugar que irá ser produzido, de maneira a ser apreendido como, mesmo que contemporâneo, familiar, baseado na sociedade, para dessa forma se construir uma beleza própria e esteja ao alcance do observador ou usuário.

-Alinhe-se com seu tempo, seja marca do agora, sem deixar de buscar novos conceitos, experimentações, estéticas, programáticas e construtivas, com racionalidade, de modo que o edifício responda as aspirações do momento que fora produzido, e adquira uma característica excepcional que é a universalidade no decorrer dos anos vindouros.

O que é buscado, aqui, é a introdução de uma nova possibilidade para o cenário arquitetônico amapaense, respeitando a cidade e a sociedade em que se insere a obra arquitetônica. Valorizando as características que tornam o Amapá: AMAPÁ! o sol que bate forte e aquece a criatividade dos arquitetos que aqui projetam, também é o ponto mais tocante no que concerne a redução de gastos com energia elétrica, afinal com tanta luz, acender uma lâmpada florescente não ilumina quase nada durante o dia, aproveitemos o sol. As margens do Rio-mar sopram uma brisa suave e continua quase um carinho, convidemo-la a entrar e renovar-se todos os dias. 

Tomar partido destas condições, para elevar o projeto arquitetônico a um status de qualidade e eficiência é o mínimo que se pode fazer, em tempos onde o debate sobre o meio ambiente e a redução do consumo energético acaloram-se, morar bem poderia significar sem prejuízo algum, morar mais sustentavelmente, resgatar os princípios vernaculares de construção, estudando-os, criticando-os. Dessa forma tornar o Projeto em m importante Instrumento de Investigação, Pesquisa e Renovação da própria ARQUITETURA.  
   
Devemos respeito a Arquitetura e a Cidade.

É responsabilidade do Arquiteto e Urbanista Cidadão a preocupação em se produzir uma Cidade cada vez melhor, mais agradável, pois cada cidadão é responsável por construir uma parte da Cidade.

Então, que Arquitetos, Engenheiros, Construtores, Cidadãos, visualizem na Arquitetura o Vetor de transformação Positiva e Propositiva do espaço construído, ou a construir, em Lugares cada vez mais nossos.